20:18

Pensar en llevarte

Publicada por Jonas Matos |

Yo quiero que todo el mundo grite a mi nombre,

Porque yo creo que soy muy gran hombre.

En verdad, yo soy un buen pecador,

Que un día soñé en ser señor.

Así como soy,

No sé porqué vivo en pensar en llevarte

Por las noches por los escenarios, te mostraré nuestro arte.

02:27

Random

Publicada por Jonas Matos |

She told me:

“Dude, I love you man. I miss seeing your latin face.

He told her:

“I wish you would express bromantic feelings like this one”

I told her (well, them):

“Bonfires, smores and the beach (?). It's finally summer!

22:58

Obrigado

Publicada por Jonas Matos |

Nostalgia, Palavra Sentida.

2011. Ano nostálgico.

Foram duas despedidas. Uma de 6 meses que pareceram tão intensos quando a despedida dos 2 anos e meio.

Já sinto falta de ontem. Quando olhei para a cadeira, o canto, aquele espaço que sempre foi meu.

Dentro das palavras banais que nos escrevem para um dia recordarmos, há sempre aquelas que nos custam ouvir. Custam porque vemos que marcámos alguém. Quando se referem a acontecimentos que nem eu me lembraria.

Obrigado à Luz por mos recordar. Obrigado à Rosário por desejar um dia ser minha professora. Obrigado ao Jaime por me dar a oportunidade de eu poder desenvolver o meu bichinho. Obrigado ao Paulo por colaborar com o Jaime. Obrigado à Catarina por me incentivar ao espírito revolucionário e contestatário. À Sónia que foi no mesmo caminho que a Catarina. À Susana que me despertou a alegria pelo trabalho. Obrigado à Fátima que me apoia nesta nova etapa. Ao Fernando que me ensinou ainda mais.

Ao Luís, que é parte de mim, cofre de segredos e confissões, irmão de coração, a melhor criatura que me apareceu à frente.

À Sofia, que nenhuma palavra acrescenta a cumplicidade existente. Somos um só.

À Paula, com à qual partilhamos paixões, cumplicidade e até o namordo.

À Marta Oliveira, por tudo o que ela significa, mas sobretudo, por aquilo que ela ainda vai ser.

Ao João Martins, outro irmão que nunca tive.

À Cathy, que preza quem sou com tudo o que de mau e bom tenho.

À Caca por me completar.

A la Carla Isabel que hace sonrir como nadie. Tú eres lo que más yo he querido en mi vida.

À Tânia, companheira de 10 anos.

À Inês Campos, por compartilharmos momentos únicos que só nós saberíamos viver.

À Telma, pelo mau feitio que sentirei sempre falta.

À Ana Santana por dizer que sou sua inspiração.

À Sara Santos, soulmate de risos.

À Marta Mateus, que partilhamos a paixão pelos animais.

Ao Pedro, que diz que namorava comigo se não gostasse tanto de mamas.

À Carina, que sempre valorizou a minha “garra”.

À Ana Serrano, por me dizer cansativamente que sou bonito.

À Mariana Santos, que nunca palavras de Garcia Marquez fizeram tanto sentido.

À Inês Amador, por me considerar insubstituível.

Ao Nuno Pereira, pelo apoio nas horas longas das noites tristes.

Ao Conde, que é um borrego carinhoso.

À Marta Dias, pela madurez das palavras.

Ao Gonçalo, por ele me dizer que “posso continuar a poder continuar ser amigo dele”.

Ao Falcão, pelas conversas intimistas.

À Andreia Monteiro, por estamos ambos na recta final da nossa vida académica.

Ao Gui Gui, por querer sempre implicar comigo.

À Raquel Pinto Coelho, por valorizar aquilo que sou para ela.

À Margarida Santos, por ser diferente de todos os ditos socialistas.

A mis padres que son todo lo que tengo. Que me dicen siempre las palabras ciertas: Que “sou deles, sem o ser”, que estou “preso a eles, mas sendo livre”. E que no final de tudo, dizem que não tenho asas, mas sei voar.

À Mina, que me recordou que em tempos escrevia para Sophia de Mello Breyner, que tanto gostava de mim.

À Avó Judite, a avó que nunca tive. Obrigado por tudo o que sou.

À Mitó e ao Zé Alberto por sempre me dizerem que sou o seu “conquistador”.

À Tia Lena e ao Tio Zé Carlos que conseguiram ser os únicos a por-me chorar pelas palavras simples que me disseram.

Ao Tio Caiola e à Titi, por tudo o que são e demostram ser, tios que nunca tive.

Aos meus Primo Guida e Ricardo, que me lembraram que “o sonho não acaba aqui”.

À Cecilia e ao João e ao Duarte, pelos laços familiares construídos ao longo destas duas décadas.

Echo de menos aquellas calles llenas de gente por la noche – así es mi Madrid. Los parques verdes de tanto caminar. Álvaro de tanto me ayudar. Nádia de tanto me oír. Vera de tanta me enseñar. Catarina de tanto me abrazar. Ana de tanto me pegar. Diogo&David de tanto os vivir. Bárbara & Candice de tanto trabajar. Echar de menos, en mi piel. El viento me llama, solo quiero vuestro hogar. Esto es el espejo de mi corazón abierto.

À Nala, à Gira e à Violeta que demonstram uma humanidade maior, respeitável por qualquer pessoa.

Nós somos feitos de pessoas. Nosotros somos hechos de gente.

Até Sempre/ Hasta siempre

(Espero não me ter esquecido de ninguém que me tenha dado fita!)

19:39

Ponto e virgula.

Publicada por Jonas Matos |

O que és para mim, só eu sei.

O que sou para ti, só tu saberás.

Somos pensamentos, olhares, toques, somos sonhos.

Sonhos que pensamos em ser reais.

Somos infinito no centro de nós.

Ponto e virgula.

01:42

“Ele não gosta de ti”

Publicada por Jonas Matos |

Ele não gosta de ti – disse-lhe com ternura.
Perguntou-me como o sabia.
Respondi-lhe com um sorriso que não era pelo facto de Ele não falar Dela com ternura era simplesmente por não falar Dela – nem uma só palavra ao dia.
Afinal Ela e Ele eram parte um do outro. Parte partida – é certo.
O Amor mora ao lado de uma mesma estante. O Pecado, esse, quer-se saltitão.
“Olhar não tira pedaço”, mas olhar de mais faz impressão e causa estranheza.
Afinal, Ela é toda dele, e Ele só a quer por dizer que a tem.

20:20

D. M.

Publicada por Jonas Matos |

"Eres tan bonito, eres así de grande que no tenias fin; Solo puedo pensar en ti, me gustaría que los días fueran segundos para verte pronto cerca de mi" D.M.

19:00

Madrid

Publicada por Jonas Matos |

Te dejamos Madrid
Con la huella que siempre nos vendrás
Y voy a pedirte que tornes siempre

Quiero vivir con esa fantasía de poder volver
Quiero vivir con esa alma de ganas de vivir

Te contamos como somos, estamos e seremos.
Y Madrid si tú no vuelves maravilla no sabemos lo que haremos.

Cada noche era un sueño que nos hacia compañía.

Al final, Madrid es vivir y volver.
Y nuestras ganas de vivir
Hasta siempre, Madrid

(no supimos como llegamos a este momento)

23:28

EU&YO Part II

Publicada por Jonas Matos |

Sou naturalmente imperfeito, o que faz de mim uma pessoa particularmente especial.

Llévame al fundo de la soledad, donde yo encuentro la verdad, mientras tú no estás.

23:28

O nosso estranho caso

Publicada por Jonas Matos |

Quero-te dizer uma coisa. Pode parecer-te estranho (como tudo o que somos para nós), mas “acho” que estou a gostar de ti.
Cada vez mais acredito que não importa a quantidade de tempo que nos conhecemos, mas a maneira como vivemos intensamente o nosso tempo.
E assim, sem dúvidas, apetecia-me ser livre, no todo que a palavra significa para ti e para mim. Ficávamos os dois a olharmo-nos e depois a vermo-nos, como “sempre” fizemos, mas desta vez, que seria a primeira vez, sem restrições ou compromissos. E ao contrário dos comuns, nós na nossa singularidade, limitávamo-nos ao metafísico. Afinal, o físico sempre ficou à parte.
Não há nada como estar perto de ti.

21:19

Estranheza

Publicada por Jonas Matos |

Basta um olhar para nos entendermos tão bem.
Pode ser sedução. E é olhar-te uma vez mais.
E sentimo-nos bem.
Concretizaram-se os olhares de bate e foge e os encontros pouco ocasionais que eram (e são) na verdade bem intencionais, mas que não nunca foram combinados.
Ainda não sei quem és, mas gosto do que conheço. Será possível apaixonarmo-nos pelas palavras?
Continuaremos com a nossa estranheza que é unicamente nossa.

18:49

Cartas (poema de Catarina Santos)

Publicada por Jonas Matos |

Não quebro promessas meu amor,
o como é isto,
o que tomo no peito
e te entrego nas mãos:

A solidão da minha cama está igual,
é tudo demasiado banal
para a minha mente retorcida.

Foste-te embora
sem deixar nenhuma ferida
nos meus pés,
que aquecias quando te chamava
para me fazeres companhia.

Tens memória das histórias
que me contaste quando cheguei?
Quando me mostraste a cidade
e me abriste ao que sou.

Sabes que te dou tudo,
mesmo quando me iludo
com paixões passageiras...
Não se comparam às tuas canções,
que ainda oiço de vez em quando
nos dias em que a tua voz
ecoa nos meus ouvidos...
quando há alaridos
que só tu podes compreender.

Sinto falta de beber
as tuas palavras inocentes,
que de uma forma egoísta
quero que ainda sejam
tão incoerentes como as minhas.

Sonho connosco em lusco fusco
e fujo quando molho o papel
e esborrato as letras,
tão difusas como nós.

Tu sabes João,
que o meu coração é teu...
E vai ser para sempre,
mesmo quando estejas doente
por outro alguém que não eu.

Há amores assim...
E se chegar um fim,
temos sempre as nossas cartas,
escritas ou não,
mas sempre de amor.

Porque não há maior virtude
do que a inquietude do ser.

(Este poema não é de minha autoria. A autora é uma pessoa que quero muito. Gracias mi amor. Eres un sin fin de te quiero)

22:54

Lo nuestro

Publicada por Jonas Matos |

Poso la frente sobre el Río Tajo
Hundo mis sueños por tu cariño
Busco el origen de las cosas
De las cosas simples que me hacen caminar
Llévame al centro tu alma, al nascer de la verdad
Y solo contigo yo quiero quedarme
Y voy ser infinito en nuestros besos
Es que tengo miedo de la soledad
Y busco todo en los sueños solo porque tú no estás.

02:54

Encosto

Publicada por Jonas Matos |

“Procura-se pessoa inteligente com sentido de humor, disponibilidade para conversar sem ser banal, que ature birras por perfeições e que no final de um dia em que tenha sido o pior dos namorados me diga: mas eu gosto de ti.”
Poderia ser um protótipo de um anúncio escrito por mim.
Pode parecer arrogante, mas não me sinto culpado por este sentimento de impunidade em relação ao “Amor”.
Não sou exigente nas palavras – só peço um gosto de ti – e não imponho aqueles vocábulos melosos e apaixonados que todos dizem. Quero algo diferente e que realmente me complemente e que me faça completar alguém.
E eu que até costumava acreditar no “Amor” vejo-me agora a braços com uma forte apatia.
Só peço um encosto.

23:54

V. C.

Publicada por Jonas Matos |

Depois de hoje, senti-me como nos inícios: uma imensa vontade de chorar.
Senti saudades de tudo aquilo que vivemos que nos tornou tão Nós como hoje somos.
Olho para ti com uma imensa vontade de te prender e ficar agarradinho a ti.

Foste única.

Sabes, deixei-me apaixonar por ti.
Tento saber como vai ser sem estar ao pé de ti.

Gostei deste nosso pequeno pedacinho de hoje.
Afinal, vivemos ali tudo aquilo que vivemos desde que aqui estamos.

Não te quero dizer adeus.
Não me quero despedir.
Estou preso a ti.
Só penso na hora em que nos poderemos ver.

00:49

Solo quiero volar si tú vuelas conmigo.

Publicada por Jonas Matos |

Hay tantas estrellas en el cielo escuro.
Hay tantos vientos lentos en la noche fría.
Y no puedo dejar de pensar que ya fuimos.
Hay tantos espíritus en todo el aire que no puedo dejar tus manos.
Yo sólo quiero irme lejos y pensar que no pasó nada.
Haces todavía parte de mi plan, estás en todo lo que escribo y cada palabra que escribo me parece que es tuya.
Esto es lo que sueño para ser real. Esta es nuestra realidad.
Hay tantas expresiones en tu cara que no sé cual elegir.
Y toda esta pérdida solo hierre mi corazón porque todavía eres importante para mí.
Solo quiero volar si tú vuelas conmigo.

00:23

Volver a ser

Publicada por Jonas Matos |

Pensé mejor.
No sé si alguna vez te amé.
En realidad, yo no sé quién eres en realidad nuestra realidad – todo es tan incierto.
Me siento enojado con los que creen tus mentiras como verdad.
Pero, ¿quién eres tú?
¿Tú eres todo lo que has construido o tu arte todavía es pura e ingenua?
Vuelve a ser lo que eras para mí y lo que eras para ti.

15:41

Echar de menos

Publicada por Jonas Matos |

Extraño ese momento cuando corríamos a la orilla del mar.
Fue lindo.
Aquellos tiempos cuando nos escapábamos de nuestras casa para caminar por las noches y meternos en las casas abandonadas para pasarla juntos: tus besos, tu forma de acariciar y tu labios y mis ocurrencias y así nuestra pasión
Te extraño mucho.
Te echo de menos.
Como quisiera desaparecer y convertirme en un alma para poder cuidarte por siempre hasta que nos unamos en la eternidad.
Te quiero mi amor, pero no estás aquí.

23:09

Caçador de sonhos

Publicada por Jonas Matos |

Nunca imaginei bem o que seria ser alguém, até que numa noite escura e fria como a de hoje me levaste a ver-te brilhar como se fosses um estrela.
Ouvimos, só os dois, as vozes de niguém e fizeste-me um caçador de sonhos.

17:03

non-sense

Publicada por Jonas Matos |

De repente, sentimos que tudo mudou.

Podemos sempre tentar enriquecermo-nos no desperdício de estarmos sós, ou empobrecemos numa companhia vazia inalterável.

Navegamos numa constante necessidade de sermos mais do que aquilo que somos só para realmente afirmarmos que não somos aquilo que não queremos ser.

E assim, sem sabermos, passamos a vento que vai e não mais volta.

15:35

Entre puzzles, post-its e outros retalhos.

Publicada por Jonas Matos |

Puzzles, post-its e outros retalhos.

São assim os sentimentos de quem pensa que vive numa indiferença de sentimentos.
Não, de facto, não. O ardor quente de outrora voltou, não tão forte e aceso, mas voltou. Afinal, ainda não me és indiferente.
Este monte de tralha de sentimentos pertence-me e sobretudo, pertence-te.
Se um dia poderíamos ter construído uma muralha de um castelo e segurarmos todas as peças, hoje apenas podemos colar papeis. Daqui a um tempo teremos que os descolar. É como esta sociedade: aproveitar tão só e apenas o que é imediatamente bom.

Puzzle já era, não temos o essencial, a areia e todos aqueles pequenos grãos que nos faziam tão únicos.
Post-its podemos tentar, daqui a uns meses já não estão do placard central do que somos (?).
Retalhos, que serão? Mais um forma bonita de dizer que somos qualquer coisa mesmo não sendo.

22:32

Só quero palavras soltas.

Publicada por Jonas Matos |

Silêncio.

Deixem-me um pouco de tempo. Tempo para mim próprio ter tempo para mim. Entendem?
E se um dia eu deixar de ter tempo?

Só quero palavras soltas.

Quero-me negar ao ódio, viver a angustia alheia, sentir de perto a confusão dos sentimentos realmente sentidos e, por fim, tocar nos gestos inacabados.

É a sensualidade arrogante que se constrói dentro de ti para mim que me completa.
É estar junto de ti. Sem obrigações.

A vida é um privilégio de todos. Não é só teu.

22:33

Talvez reencontro.

Publicada por Jonas Matos |

Com aquilo que experimentamos, tudo nos leva acreditar que as pessoas estão connosco o tempo que têm que estar. É como uma fórmula necessária de aprendizagem mútua que se esgota.
Na verdade, demos tudo aquilo que tínhamos para dar num só momento – a fórmula esgotou-se.
Ou, ninguém chega a dar tudo aquilo que tem?
Talvez um dia te volte a convidar para um café. Melhor, espero que me convides para um café.
Terminará, pelo menos, por instantes, aquela fria barreira física e até emocional que nos afronta, mas que sabemos que é ultrapassável.

21:56

Só sei falar de amor, não sabendo falar dele.

Publicada por Jonas Matos |

Pedi que me deixasses um pouco.
Foi só um tempo para eu simplesmente voltar a viver. Carinhosamente despendeste esse tempo que era só meu, mas que consideravas só teu.
Amarguradamente sinto falta de tudo aquilo que foste para mim - de tudo aquilo que sonhei que um dia foste para mim.
Sinto falta de todas aquelas fantasias que me impunhas como realidade única, afinal, tudo aquilo não passava disso mesmo, caprichos.

Só sei falar de amor, não sabendo falar dele.

09:36

Desabafo

Publicada por Jonas Matos |

Sabes, descobri que eu sou tão tu e tu vives só para o teu eu.
Não consigo entender aquelas afirmações que fazes sem pensares no que sinto, no que penso, no que eu hipoteticamente sou para ti.
E se um dia eu te disser que já não vou estar aqui?
Talvez seja do silêncio pavoroso dos meus olhos que nunca me quiseste dar uma resposta simples.
Nem tudo na vida tem um porquê, talvez tenhamos sempre que viver com um mas.
Eu preferia um sim ou um não, sem construções ou justificações.
E se um dia voltarmos a ser aquele que sempre fomos?
Tenho saudades das tardes de verão numa falésia a ver o por do sol por cima do mar. É uma das coisas que fazíamos que eram tão genuinamente nossas.
Hoje não passamos despercebidos um ao outro, sabemos que nos afectamos, mas casmurros continuamos nesta apatia que me entristece cada vez que estou contigo.
Volta, eu perdoou, se já perdoei coisas piores, porque não a ti.
Perdoa-me também.

22:14

Não sei falar de amor

Publicada por Jonas Matos |

Não sei falar de amor.
Apercebi-me hoje ao ver bater a chuva nos vidros que não sei falar de amor. Das duas grandes paixões que tive, guardo delas o melhor, esquecendo o pior por muito mau que me tenha feito.
Apercebi-me que, sem querer, guardo ainda aquele pequeno (e quase mesmo infinito) sentimento de pertença como se ainda, de alguma forma, houvesse algo que fosse ainda meu.
Tenho que me esquecer do que já vivi.
Mais uma vez, ponho-me em causa nos laços de amor.
E eu não sei falar de amor.

22:42

A sós na multidão

Publicada por Jonas Matos |

Por vezes não sabemos o que dizer.
E se não dissermos nada.
Talvez fique o sabor amargo das palavras não ditas e dos sentimentos transparecidos do mar de inverno.

Já o disse várias vezes, há pessoas que me fazem companhia, mas não me tiram a solidão. A culpa não é delas, não é esse espaço que devem preencher em mim, ocupam já um, que me é especial.

É como se estivesse a sós na multidão.

13:36

Resumo da semana

Publicada por Jonas Matos |

“Acima de tudo, perdemos a ideia de quão importante seria conservar o que deixámos para trás...” (A. S. M.)

15:17

E tudo muda

Publicada por Jonas Matos |

Faço questão de te procurar.
É impossível menosprezar alguém que já nos foi tão crucial, que marcou um momento específico da nossa vida. Se sei que estás (num sitio que eu também esteja), faço questão de te procurar, só para te dizer um olá; não me importado com quem está ao meu lado.
Lembro-me de ti, assim, muitas vezes.
Posso ser surrealista, parecendo até um discurso de um apaixonando, mas é apenas e tão só um desabafo de alguém que um dia amou de verdade e que sentiu uma afecção nova pela primeira vez.
E tudo muda.

12:47

?

Publicada por Jonas Matos |

Está na hora do quê?

- Aproveitar o sol de Inverno?
- Rir com os amigos?
- Beber um copo, fumar um charro e ouvir música?
- Voltar a sorrir?

Afinal, o que fazer?

16:31

Sou um acreditador

Publicada por Jonas Matos |

“Não te quero mal, simplesmente não te quero mais” foi das frases que ouvi dizer que mais me magoaram. E não era para mim – penso, então, se fosse o que aconteceria a esta mente frágil, mas tão exteriormente forte.
Eu sou acreditador que alguém roubou o lugar. Sou um acreditador sem querer saber o que os outros pensam de mim.
“Ninguém é perfeito, mas há sempre alguém que vale a pena”

23:22

Relacionamentos

Publicada por Jonas Matos |

E se um dia eu disser que realmente te amo?

De todas as realizações do mundo, é aquela que menos alcanço. Não aguento as futilidades romanceadas pelas novelas de hoje, o proteccionismo banal de um falso interesse pelo meu suposto bem-estar, mas também não suporto a traição pelo simples facto de não dar sexo simplesmente por dar.

Farto-me de tudo aquilo que não é coerente, é facto. Idealizo tudo aquilo que desejo e interiorizo-o como verdadeiro na cara de alguém. Assumo o relacionamento rápido. Depois, desiludo-me e desiludo.

No auge dos meus 20 anos tive poucos relacionamentos sérios, arrisco a dizer que foram dois. Não sei se é bom ou mau.

Gostava de ter um, mais maduro.

18:39

O caminho

Publicada por Jonas Matos |

Acompanhado pelo sol frio, a caminhar pelo alcatrão molhado da rua, vejo-me a falar alto comigo próprio.
Estou só a encher o meu vazio, a apagar o tédio, estou, na verdade, simplesmente a sonhar.
Este é o sonho que recomeça e acabo quando quero. Não vale a pena desistir.
Afinal fui sempre um apaixonado pelas desilusões. Não sei sentir, sem depois me magoar, ou pior, ferir os outros.
Um dia hei-de conseguir encontrar a realidade, enquanto isso não acontecer, deixem-me apenas imaginar.

20:20

Saramago e a Religião

Publicada por Jonas Matos |

Vivemos hoje um tempo de liberdade. Ou suposta liberdade. Facto é que, conquistadas as liberdades de Abril, 35 anos depois, vivemos um pouco a medo de dizer aquilo que pensamos com a noção que poderão haver represálias por parte de quem manda ou de quem pensa que domina.

Poucos são hoje as pessoas que dizem aquilo que pensam e os que lhes vai na alma. A eles chamamos-lhes, carinhosamente, maluquinhos. São eles Marinho Pinto, Manuel Alegre, Joana Amaral Dias, entre outros, e claro José Saramago. Curioso é o facto de todos estarem mais, ou menos, ligados à esquerda portuguesa, por vezes, bastante diferente da europeia, um pouco mais democrática.

Centremo-nos na questão inicial.
Saramago não é ateu. É simplesmente um anti-cristo, um anti-igreja católica, um autentico fanático da doutrina “A Religião é o Ópio do Povo” de Karl Marx, em suma, é um puro soviético, uma raça em vias de extinção. Devemos, só por isso e por muito que não concordemos com a ideologia politica, uma salva de palmas, porque não há ninguém ou muitos poucos que ainda acredite nos ideais soviéticos como Saramago.

A Igreja Católica e todas as minúsculas ou maiúsculas “Sub religiões e igrejas”, em tempos, fizeram atrocidades como as cruzadas. Porem, hoje não é preciso comprar guerras (estas mais verbais) como Saramago as comprou. Terá sido um golpe de Marketing? Se Sim, foi bom, mas demasiado ousado.

Os princípios católicos estão ainda demasiado presentes na cultura portuguesa, infelizmente. Precisamos de uma maior democratização da religião, seguindo o exemplo de Obama; precisamos de alguém como Saramago para começar com essa cisão, mas de forma mais moderada.

19:58

Bicharoco de lata

Publicada por Jonas Matos |


Em dez minutos de passeio, recordamo-nos de tudo um pouco que vivemos em quase dois anos.
Acompanhou-me naqueles pedaços de vida cruciais de um adolescente.
Não acredito quando amanha olhar para a rua e vir um vazio.
Nunca pensei em chorar por um carro, mas é verdade, agarrei-me tão fisicamente uma coisa física e material que nunca pensei que fosse tão difícil separar-me dela. Chorei tarde inteira e agora ainda solto umas lágrimas!
Parece-me que perdi alguém.
Às vezes penso que desenvolvi uma relação de amizade com ele.
Vou relembra-lo com carinho, e guardar tudo o que tenho dele na caixinha das recordações.
Até um dia, Peugeotzinho.

18:19

A subtileza das coisas inúteis

Publicada por Jonas Matos |

Às vezes, descobrimos coisas que não queremos descortinar.
Por vezes, vemos coisas que pensamos que não estamos a contemplar.

Sentir que, de alguma forma, temos uma sombra atrás de nós, uma espécie de carrapato, de todas as nossas acções pode tornar-se dramático.

Parecer que cada acção nossa é reproduzida meticulosamente e aperfeiçoada de forma "arcaica", assusta.

Olhar para os nossos amigos, que são únicos e conquistados por nós, e ver que essa sombra tenobra se converte amigo deles, é estranho.

E depois, quando perguntamos o porquê...
Há uma reposta... – “não sei”.

Não sei se é vingança, imitação ou admiração.

Será esta a subtileza das coisas inúteis?

14:07

“O Guardador de Rebanhos”

Publicada por Jonas Matos |

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro
A parte IX do poema “O Guardador de Rebanhos” é das composições poéticas que mais me interesso por estranhar a estrutura do segundo verso da primeira estrofe, “O rebanho é os meus pensamentos” e, também, por achar curioso alguém ser um guardador de rebanhos que, na realidade, são pensamentos. Ser um guardador de pensamentos é uma ideia singular.
Surgiu-me, de imediato, a máxima de Descartes Cogito ergo sum – “Penso, logo existo”, em oposição à máxima criada pelo cientista português, António Damásio, “Sinto, logo existo”.
Em Alberto Caeiro, Fernando Pessoa mostra que já estava à frente do seu tempo, dado que, de uma forma indirecta, punha já em causa as teorias classicistas. Aliás, Caeiro é, na minha opinião, o mais interessante dos três heterónimos de Pessoa, ou até mesmo do próprio Pessoa, pois realça a natureza, chama a atenção para a realidade que nos é transmitida através dos nossos sentidos e vive essa realidade tal como ela é, sem juízos de valor.
Sob uma aparência de simplicidade, esta composição poética tem uma grande riqueza de conteúdo.

17:43

Porque...

Publicada por Jonas Matos |

Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não.
Porque os outros usam a virtude. Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados. Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem. E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos. E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
por Sophia De Mello Breyner Andresen In Mar Novo (1958)
.
.
Sinto-me intensamente identificado com a crítica social que este poema contém.
Na sociedade há os mascarados de virtudes que na penumbra cometem as maiores atrocidades. Há os corajosos que tremem na solidão das suas vidas. Há ainda aqueles que só vivem das aparências maquilhados de hipocrisia.
Mas, na sociedade, também há os que lutam por ideais e vêem no seu semelhante a continuação da sua própria existência. Este poema retrata a sociedade em que vivemos, onde em nome da competição, vale tudo.
Sophia é uma verdadeira analista da realidade social conturbada, onde cada vez a solidariedade, o afecto, o carinho estão mais arredados e o individualismo cresce a um ritmo alucinante.

13:04

As preocupações

Publicada por Jonas Matos |

Por norma, as coisas que nos preocupam, não acontecem.
Tentamos com esforço procurar respostas, mas sem nunca termos localizado o problema.
Sobre o fim, qualquer que seja ele, não há fim. Tudo é eterno, as preocupações também.

21:09

O que foi, o que é, e o que será

Publicada por Jonas Matos |

Vamos fingir que nos entendemos.
Vamos fantasiar que até sabemos como dizer as coisas bem.
Vamos imaginar que soubemos viver.
No final, damos por nós sem saber o que foi, o que é, e o que será.

15:24

Ponderação de Factos

Publicada por Jonas Matos |

Pus-me a pensar cá com os botões – se segunda-feira não tivesse ocorrido o circo mediático cujo palhaço principal foi Cristiano Ronaldo; e se na terça não tivesse ocorrido o último grande espectáculo pós morte de Michael Jackoson o que teria sido de Portugal?
Tendo em conta que a Comunicação Social tem por hábito dramatizar as questões de saúde, com a quantidade de casos a emergir cada dia, “o belo do excelente” jornalista português, (em suma) o sensacionalista, teria logo ido buscar a história da vida das vitimas da gripe, dos familiares, dos colegas de trabalho, e de toda uma panóplia de hipóteses coerentes e absurdas que só iriam originar o caos.
Faço público que um dia quero ser jornalista.

23:33

Gripe A Ou Gripe H(istérica)?

Publicada por Jonas Matos |

Em Portugal tem vindo a ser confirmados, em média, 5/7 casos por dia de Gripe Suína. O que faz ao todo, 70 casos, mais coisa menos coisa.
Tendo em conta que só 10 desses casos estão em observação hospitalar, os restantes 60 já estão no activo, isto é, a trabalhar ou nos seus afazeres, para que tanto histerismo mediático?

22:40

Trabalho - A integração da Pessoa Deficiente

Publicada por Jonas Matos |


“A integração das pessoas com deficiência não é da competência exclusiva do Estado, sendo igualmente da sociedade no seu conjunto e de todos os seus membros, seus representantes e instituições”[1].
“É cada vez mais importante o papel da iniciativa privada, no que diz respeito à defesa dos direitos fundamentais do ser humano com incapacidades, sejam de foro físico ou psíquico, tendo em conta que o Estado continua a não assumir toda a sua responsabilidade no atendimento adequado aos deficientes”[2].
Estas duas citações referem as entidades que têm responsabilidade na integração social do deficiente.
A pessoa com deficiência tem de deixar de ser vista segundo a ideia estigmatizada da pessoa deficiente como um “ser inferior”, mas antes como um indivíduo que tem participação plena na sociedade. A pessoa deficiente é um indivíduo dotado de direitos e deveres, pelos quais reivindica, como produto da própria sociedade.
No momento presente, há várias associações[3] que têm como principiais objectivos a luta por uma lei não discriminatória, ou seja, uma lei que permita ao deficiente ser reconhecido pelo seu “potencial” como qualquer outro indivíduo social.
Estas associações procuram consciencializar e encaminhar[4], quer a pessoa deficiente, quer os que fazem parte das suas relações interpessoais; contestam a legislação vigente[5], mediante os problemas postos pelas pessoas com deficiência; integram o deficiente na sociedade, veiculando, deste modo, a ideia de que a sociedade tem a obrigação de se adaptar a todos os indivíduos; facilitam a comunicação entre deficientes, bem como entre estes e as famílias, instituições e, sobretudo, entre os membros da sociedade em geral[6]; e por fim, empenham-se em destruir as barreiras arquitectónicas que dificultam a integração social do deficiente[7].
Para melhor entender o papel destas associações, torna-se necessário referir que existem dois tipos de associações:
- Associações de deficientes, que têm como objectivo informar, encaminhar, consciencializar, reivindicar toda a problemática do deficiente. Neste tipo de associação os lugares de destaque – presidente, vice-presidente e tesoureiro – são ocupados por deficientes[8].
- Associações para deficientes, nas quais os elementos da direcção são, por hábito, familiares chegados a pessoas com deficiência ou indivíduos que lidam e têm especial interesse por deficientes. São associações vocacionadas para indivíduos com uma deficiência específica[9].
Se é ao Estado que cabe um dos papéis essenciais no processo de reabilitação[10] das pessoas com deficiência, este não tem respondido às expectativas das instituições competentes[11] que tem apresentado propostas de legislação. O Estado tem sido alvo de criticas por parte dos intervenientes nestes processos que alegam que os direitos dos deficientes, enquanto cidadãos, não estão a ser considerados, mesmo quando já há legislação[12]. O Estado e os sucessivos governos e outras instâncias oficiais são mesmo acusados de falta de sensibilidade na abordagem dos problemas dos deficientes[13], quer pelo não cumprimento da legislação, quer pela sua ausência em determinadas áreas. Não é de todo inoportuno referir que a Constituição da Republica Portuguesa, desde 1976, obriga o Estado a respeitar qualquer tipo de deficiência[14].
O único elo de ligação entre estas associações e o Estado é o Secretariado Nacional de Reabilitação (S.N.R). Aliás, está previsto na legislação[15], para além da intervenção do Estado, a sua ligação com as instituições[16]. O Estado, com a colaboração do Secretariado, delibera sobre os diversos aspectos que se referem às pessoas com deficiência, tais como, educação, saúde, orientação e formação profissional, emprego, tratamento e ajudas terapêuticas, integração social e meio ambiente (acessibilidades, transportes, habitação, comunicação), protecção social, económica e jurídica e informação[17].
Uma das temáticas mais polémicas referentes à integração do deficiente é a das acessibilidades. A existência de barreiras físicas (nos transportes públicos e nas formas arquitectónicas dos edifícios, por exemplo), dificultam a vida aos cidadãos, constituem um grande obstáculo à integração profissional e social das pessoas com deficiência, limitando o seu acesso à igualdade de oportunidades a que têm direito.
O Estado, em colaboração com S.N.R., no âmbito do projecto de acessibilidades[18] pretendeu sensibilizar a sociedade civil (com prioridade para os agentes sociais responsáveis e intervenientes em matéria de construção e de transportes), para a importância da adopção de medidas nestas áreas, de modo a permitir a plena integração das pessoas portadoras de deficiência na vida activa e, assim, promover também a melhoria também da qualidade do atendimento aos utilizadores dos transportes. Quis igualmente contribuir para a existência de um conjunto de técnicas especializadas em matéria de acessibilidades responsabilizando, sobretudo, as universidades e autarquias. Por fim, divulgou medidas de ordem técnica sobre eliminação de barreiras arquitectónicas como instrumento de desenvolvimento de projectos de arquitectura e urbanismo numa perspectiva de acessibilidade para todos, independentemente de terem ou não deficiência[19].
Apesar de todas as medidas tomadas com o objectivo de promover a integração dos deficientes, as reivindicações destes vêm já desde 1976[20]. Como se constata, os acessos a edifícios públicas ou privadas e transportes públicos não é fácil e continua sem resolução. De tal modo que, no que diz respeito a transportes públicos, continua a ser necessário o recurso ao automóvel, constituindo o direito ao acesso a transportes públicos uma das maiores lutas associativas perante o estado[21].
Em 1984, foi publicada legislação contendo os parâmetros das acessibilidades. No entanto, após a publicação[22], esta legislação foi suspensa por motivos económicos, alegou o governo vigente. Em 1986, surge, então, uma recomendação sobre a tão desejada legislação[23].
Tendo tudo em consideração, conclui-se que muito há ainda a fazer para que todos os deficientes tenham acompanhamento específico para as particularidades da sua deficiência e se sintam integrados na sociedade.
Por integração compreende-se “a entrada ou incorporação num conjunto”[24], o que significa, em Sociologia, ser aceite como cidadão de pleno direito de um grupo do qual se estava excluído. É um processo lento, simultaneamente individual e colectivo que corresponde à adaptação a um novo modo de vida de um colectivo que pode não ser idêntico ao seu meio[25], isto significa que há uma combinação entre os dois, podendo, por isso, ser enriquecedor ou traumatizante para o indivíduo. A classe política, por muitos esforços que tenha vindo a fazer, mostra-se ataráxica, até porque agiu tardiamente, em relação ao resto da Europa e de uma forma desadequada em relação às necessidades.
Nesta linha de pensamento, é inevitável abordar a discriminação. De facto, a sociedade só admite existir discriminação relativamente a grupos pertencentes a outra raça, sexo, orientação sexual, língua, religião, origem territorial ou social, não abrangendo a discriminação de pessoas portadoras de deficiência. A discriminação do deficiente é difícil de conceituar, na medida em que, se por um lado pode ser passiva, (faz-se transparecer uma igualdade formal que não tem em conta à situação real de desigualdade), por outro lado, aparece de uma forma mais activa (como é o caso da intolerância)[26].
Numa última análise, acredito que muito ainda se pode fazer em relação à integração das pessoas deficientes na sociedade. A vontade política e a dos comuns cidadãos têm que se unir num todo contínuo, que permita, a cada pessoa portadora de deficiência, ter voz activa na sociedade. É imperioso desmistificar a ideia ainda enraizada na nossa sociedade que o deficiente é um ser inferior.
Todos temos o direito à diferença. Não se pode esquecer o slogan da campanha da Amnistia Internacional de que somos “Todos Iguais; Todos Diferentes”.
[1] C.f. VÁRIOS AUTORES, 1992, pág. 47
[2] C.f. VÁRIOS AUTORES, 1994, pág. 58
[3] Associação Portuguesa de Deficientes; Associação de Deficientes das Forças Armadas; Cooperativa para a Educação e reabilitação de Crianças Inadaptadas de Lisboa e Centro de Inovação para Deficientes
[4] Ver Anexo III, págs. 37 e 38; 43-47; 53 e 54
[5] Ver Anexo II, págs. 26-36
[6] C.f. VÁRIOS AUTORES, 1992, pág. 66
[7] Ver Anexo III, págs. 27-44
[8] Ver Anexo III, págs. 37 e 38; 43-47; 53 e 54
[9] Ver Anexo III, págs. 37 e 38; 43-47; 53 e 54
[10] Reabilitação: “[…] é um processo global e continuo destinado a corrigir a deficiência e a conservar, desenvolver ou a restabelecer as aptidões e capacidades da pessoa para o exercício de uma actividade considerada normal. […] Envolve o aconselhamento e a orientação individual e familiar, pressupondo a coperação dos profissionais aos vários níveis sectoriais e o empenhamento da comunidade” in Legislação para o Deficiente, Politica de Reabilitação, Volume I, 1995.
[11] Todas as Instituições de Solidariedade Social cujo objecto afecta os deficientes.
[12] Ver Anexo II, págs. 26-36
[13] Ver Anexo II, pág. 29
[14] C.f. MIRANDA et al, 2006, pág. 75
[15] Ver Anexo II, pág. 32
[16] Ver Anexo II, pág. 30-33; Anexo III, págs. 37 e 38; 43-47; 53 e 54
[17] Ver Anexo II, pág. 32
[18] Projecto ainda por concretizar (desde 1996)
[19] C.f. VÁRIOS AUTORES, 1992, pág. 2-6
[20] C.f. CRESPO, 1979, pág. 12
[21] Ver Anexo II, pág. 33
[22] Ver Anexo II, páf-30-33
[23] Ver Anexo II, págs. 30-32 e Ver Anexo IV, págs 66-68.
[24] C.f. MAIA, 2008, pág. 209
[25] C.f. AGUIERRE BELTRÁN, 1982, pág. 34
[26] C.f. BOUDON, 1995, pág. 103

22:31

Trabalho de Pesquisa - O Sorriso

Publicada por Jonas Matos |

O poema de Eugénio de Andrade (já referenciado no Blog) explana uma das formas mais significativas das emoções. O sorriso é, de facto, a expressão maior dos nossos sinais emocionais não verbais[1].
As emoções são sentimentos que têm, por norma, elementos psicológicos, fisiológicos e cognitivos que actuam no nosso comportamento. Demonstram-se para nos preparar para a acção, adaptar para o futuro, regularizar a interacção social e podem ser exemplificadas sob a forma de expressões faciais que cada um produz e que representam o principal meio de comunicação de estados emocionais.[2].
O sorriso, o meu ponto de interesse de momento, é um dos comportamentos não verbais da expressão das emoções, que estabelece uma indispensável maneira de as comunicarmos[3].
O sorriso, como canal individual, leva uma mensagem que poderá ou não estar relacionada com a que é transmitida pelos outros canais[4] (piscar o olho, levantar o sobrolho, torcer o nariz, entre outras) ou até mesmo pelo indivíduo que a está a recepcionar.
Numa concepção mais teórica, é questionável se o sorriso pode ser considerado um canal individual de representação da emoção universal.
Acredito que o seja, na medida em que são vários os povos de culturas e religiões distintas que demonstram a sua emoção positiva de alegria[5] na forma de um sorriso, activando, assim, um conjunto de impulsos nervosos que permite que a zona facial inferior se mova para demonstrar essa expressão[6].
Este sinal emocional – o sorriso – constitui também um sistema de ligação precoce que permite ao bebé, levar o adulto a interessar-se por si e, assim, obter as respostas necessárias ao bem-estar e à sua sobrevivência[7].
Mesmo quando já adquirida a linguagem ou outros meios já elaborados de interacção[8], qualquer criança (e também alguns adultos) numa situação extrema de emoção, quer positiva (amor, alegria, atracção, estima), quer negativa (raiva, tristeza, medo)[9], recorre às emoções não verbais para assegurar uma comunicação expressiva imediata desse mesmo estado.
O sorriso faz ainda parte da componente expressiva da emoção que tem, mais no âmbito sociológico, uma função social importante, pois é com o sorriso que se atinge uma outra forma de comunicação – a simpatia – e, assim, através do conjunto de expressões faciais fica-se a conhecer melhor o estado do indivíduo[10].
Numa abordagem mais pessoal e reflexiva, considero que o sorriso é uma manifestação tipicamente humana que envolve uma das expressões faciais mais frequente em cada um de nós. Como uma representação física de uma emoção, o sorriso funciona como um meio de comunicação entre os indivíduos. Facto é que, na convivência social, o sorriso alivia tensões, facilita as relações, gera confiança. Daí que uma pessoa sorridente se torna, aos olhos dos demais, numa pessoa simpática, atraente e cativante.
Nesta perspectiva, compreende-se a dimensão psicológica do poema “O Sorriso” de Eugénio de Andrade. “O sorriso foi quem abriu a porta” é uma metáfora; é como se dissesse que foi com um sorriso que nascemos [o abrir da porta], ao mesmo tempo que “Correr, navegar, morrer naquele sorriso” significa o desenvolvimento do ser humano e, a sua morte, sempre com um sorriso, como refere o psicólogo Freitas-Magalhães[11].
[1] C.f. MONTEIRO e FERREIRA, 2006, pág. 68
[2] C.f. FELDMAN, 2001, págs. 344-348 e 353-357
[3] C.f. FELDMAN, 2001, págs. 353 e 356
[4] C.f. FELDMAN, 2001, pág. 353
[5] C.f. FELDMAN, 2001, pág. 354
[6] C.f. FELDMAN, 2001, pág. 356 – De acordo com o programa da expressão facial in “Facial expression and Emotion” (1994)
[7] C.f. MONTEIRO e FERREIRA, 2006, pág. 68
[8] C.f. MONTEIRO e FERREIRA, 2006, pág. 68
[9] C.f. FELDMAN, 2001, pág. 346
[10] C.f. MONTEIRO e FERREIRA, 2006, pág. 73
[11] “"O sorriso é vida: nasce, desenvolve-se e morre connosco..." in http://jpn.icicom.up.pt/2008/01/03/o_sorriso_e_vida_nasce_desenvolvese_e_morre_connosco.html

16:01

A Pintura

Publicada por Jonas Matos |

Pintar-te numa parede com uma cor que só eu possa ver – era o meu sonho.
Apaga de mim todos aqueles quadros minimalistas, sombrios e abstractos que, um dia, alguém se lembrou de pintar sobre mim.
Esbatia tudo na tua pele que um dia julguei ser nosso. Afinal, todas as minhas preocupações são entre o meu, o teu e o nosso.
Quer ver num quadro pequeno, que chega, uma amálgama encantada de cores, sorrisos, ternura, pele nua, teu pé descalço a brincar na areia e, no final, um beijo acesso retratado como um pormenor.
Depois, no meio do firmamento ou do Atlântico, as nossas mãos e só as nossas mãos a brincar conforme o vento nos leva. Assim, não poderemos dizer que nos estamos a tocar propositadamente
Tudo isto me levaria o medo, a saudade que magoa, que estrangula.
Pintem-me numa nova tela, uma tela branca e vazia.

22:13

Tornou-me mais forte

Publicada por Jonas Matos |

EU, hoje, já sei.
Não há mágoa, nem descontentamento, que o tempo não cicatrize.
Se eu amo, admito-o, e não admito que ninguém me censure.
A existência não acaba, eu estou impetuoso.
Não estava escrito, está tudo falado.
Se perguntarem por mim, todos aqueles que hipocritamente me desejam tudo de bom, digo-lhes – “está tudo bem, o que é passado, é passado, agora tenho um novo presente”, afinal, a culpa ou não foi de ninguém ou então foi sempre minha.

Quando me virem na rua, sorriam e continuem.

Tornou-me mais forte

17:02

A Mente e O Corpo

Publicada por Jonas Matos |

Uma vez conquistada a mente, a forma do corpo deixa de ter qualquer importância.

21:43

SEXO, AMOR, PRAZER, EXERCICIO, PODER

Publicada por Jonas Matos |

O sexo é mais do que prazer, é poder.
Deixemo-nos de aspectos que mais nada são do que moralistas. SEXO de facto é bom, quer lhe chamemos AMOR, PRAZER, EXERCÍCIO. Eu chamo-lhe PODER.

O obsessivo não esquece, simplesmente alimenta a sua dor de não ter quando quer.

As minhas suspeitas tornam-se certezas, o grande mal do mundo são os humanos.

Poupem-me à psicologia de pacotilha.

22:29

O Sorriso

Publicada por Jonas Matos |

Creio que foi o sorriso,
0 sorriso foi quem abriu a
porta.
Era um sorriso com
muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa,
ficar
nu dentro daquele
sorriso.
Correr, navegar, morrer
naquele sorriso.

Eugénio de Andrade in Variações sobre um supro (1979)

20:39

seco-te o corpo molhado e aconchego-te de mansinho

Publicada por Jonas Matos |

Lembro-me tão bem dos primeiros dias em que, ingenuamente, passámos juntos.
Não sabíamos de todo o que viria aí. Se mais uma relação precária de meia dúzia de dias, se de facto algo mais serio e fascinante.
Deste logo senti uma empatia parva por ti. Talvez pela luminosidade dos teus olhos, talvez pela luz crescente o teu sorriso aberto para mim e para o mundo. Não sei, talvez hoje, nem mesmo amanhã, queira saber. Sei que gosto de ti, sei que gosto de nós.
Mais de 30 dias já passámos juntos, vivendo aquilo que talvez eu nunca tenha vivido com mais ninguém - não é isto pela minha falta de experiencia ou pela minha humildade hipócrita que nos habituaram a ser é por este meu jeito estúpido de ser

Agora, só me apetece dizer – seco-te o corpo molhado e aconchego-te de mansinho.

22:08

Perdoar-me

Publicada por Jonas Matos |

Nunca fui, talvez um dia serei, uma pessoa dada ao carinho e ao mimo constante. De facto, não sou dado a constâncias, nem a rotinas parvas de uma vida comum a tantas outras. Por vezes, é verdade, sou forçado a ser um normalizado.
Não penses que é por este mesmo estado de reverência é porque simplesmente gosto de ser assim. Não sou desta maneira “fria” simplesmente para ser diferente, sou assim, porque o sou, e é desta maneira que me faz ser único e especial para ti.
Perdoa-me pela minha ausência terna e pela minha capacidade ilusória racional que tento transmitir não só aos comuns, mas também aos íntimos. Talvez não seja só a ti que me deva resignar.

Publicada por Jonas Matos |

Não será utópico dizer que, de verdade, somos novos, mas andamos a viver como graúdos. Não é de todo mau, bem antes pelo contrário.
Pode ser pelo inicio da paixão, pode ser pelo começo de um novo rejuvenescimento, até pode ser por nada e por ser tudo.
A nós juntou-se já o Bambu bar, o Manga Rosa, e todos os outros momentos inesquecíveis que, sempre vivemos.
Vamo-nos ainda ser mais.

22:08

“Tomtom”

Publicada por Jonas Matos |

“Tomtom” levou-me a ti.
Afinal, não és só tu que fazes surpresas, se bem que as tuas são bem mais rebuscadas.
Não me contentei com a perseguição frustrada ao teu autocarro, e dos excessos de velocidade na Vasco da Gama para depois ainda te fazer esperar, cortando assim um pouco do efeito surpresa, em Sete Rios. Às 11h30 estava à porta de tua casa. “Make me glow” eram as palavras melódicas que se ouviam sair da tua janela de casa. Afinal, hoje como sempre, fizeste-me

09:56

5 e 6 de Abril

Publicada por Jonas Matos |

Não acreditei naquele telefonema meio atrapalhado entre a falta de rede e a incredulidade com que ouvia as tuas palavras.
Nunca pensei que viesses ter comigo.
Ponte de Sôr, Galveias são mais dois locais onde nos soubemos viver.
Assim só porque te quero ser mais.

23:02

03/04/2009

Publicada por Jonas Matos |

Não basta ser conquistado, tem-se também que conquistar, demorei o meu tempo a entender. Contigo aprendi.
Não me interessa o nosso passado, interessa-me o presente, com uma perspectiva de futuro.
Almoços, Jantares, Lanches, Pequenos-almoços, Belém, Chaido, Baixa, Carcavelos, Parede, Cascais, Tires, Cacilhas, Almada, Marisol, Fonte da Telha, CnC, Armazéns do Chaido, Adamastor, Starbucks, Mc Donalds, Chacazul, Boa Onda, C.P., Transtejo, Carris, Peugeot 306, Bairro Alto, Purex, Friends, M.L., Chocolate, Britney, Nelly, Poker face, Do it (magic colours), Loose, Evanescence, Mama Mia, Sic Mulher, dormir agarrados, …
Quero tudo isto. Muitas mais vezes e com outras coisas.
Se em tão pouco tempo já fizemos tanto, o que será daqui para a frente?
Porque te gosto, porque te adoro, porque te quero ser mais…

22:38

27/03/2009

Publicada por Jonas Matos |

Talvez tenha sido o dia que nos últimos dias me senti mais próximo de alguém.
Senti aquela boa necessidade de estar próximo de ti, de absorver o teu cheiro e tudo aquilo que está inerente ao espírito do teu corpo. Gostei de sentir a tua pele macia que carrega tudo aquilo que és e que um dia, para breve, também quero ser.
Sinto-me petiz nesta paixão já um pouco mais do que imaterial.
Adoro que me beijes sem me aperceber, ou que me fales ao ouvido, baixinho, prometendo-me tudo aquilo que eu quero ouvir.
Sinto-me feliz em saber que tenho ainda em mim o teu cheiro, sinto-me feliz por saber que já tenho um bocadinho de mim em ti.

22:08

Ser teu

Publicada por Jonas Matos |

Não saberia dizer-te ao certo se alguma vez iria mudar de opinião tão depressa em relação um assunto que me é caro.
Hoje, quero amar-te. Amar-te incansavelmente e saber que, no final de um dia de calor e de sol ou de chuva e frio, eu serei teu. Acredito que, no teu próprio mundo, pensas que me gostas e que eu te gosto.
Sinto necessidade de pensar que não sou mais uma das tuas peripécias ou da libertinagem carnal.
Quero ser só teu.
Quero sentir que o meu toque em ti não é um repouso noutro qualquer sítio.
Quero sentir um beijo teu com o teu espírito.
Quero cercar-me dos teus chochos e enleios, sem sofrer a relutância de ficar.
Quero ver-te perto de mim.
Quero aproximar a cabeça do teu peito e sentir o teu cheiro, quase desconhecido.
Saudades dos teus olhos e do suspiro que sussurra.

22:19

Eu era puto

Publicada por Jonas Matos |

Sinto falta dos momentos em que pensava que as incertezas eram certezas absolutas.
Sofro pela mágica dos chochos que significavam juras fieis de um amor autêntico e intenso.
Quero aqueles “chi-corações” que me enchiam de um lufada só, pois tinha a firmeza de uma mão quente quando me limpavam a lágrima cálida e salgada que me corria pela cara.
Eu era um puto.
Pareço que me consumi em mim próprio. Soltei as feras e, parvo, fiquei estupefacto a olhar para elas deixando-me que me comessem.
Se há dias nos beijávamos loucamente cientes de que algo iríamos construir, como se fossemos putos – tínhamos as cachinadas, os saltos, os guinchos, a consonância – agora estamos asfixiados na questão dúbia de quem realmente somos.
Perdemos os últimos parágrafos do nosso conto de fadas, entramos no mundo encantado das mentiras certas, no qual o Pinóquio passou a ser o juiz.
Quero-te de volta, não para mim, para ti mesmo.

20:09

Destruidor de Sonhos

Publicada por Jonas Matos |

Sou um destruidor de sonhos.
Podem-me chamar horrendo, não me importo.
Sinto falta de uma noite de sexo, de amor, ou de prazer, chamem-lhe o que quiserem, não passa de uma mistura de fome e de sede que quero saciar.
Fartei dos beijos carinhosos e dos abraços que me sufocavam. Quero outra coisa.
Sinto falta que me agarrem na porta de um carro, onde me faço de ingénuo, e não percebo o que está acontecer. Simplesmente quero corromper os teus olhos de tanto prazer carnal e levitar de tanto desejo.
Quero que as minhas mãos suadas escorreguem no teu corpo húmido onde já não sabemos qual é a transpiração de cada um, afinal, é nossa.
Quero comer e ser comido por dentro e por fora.
Estou farto da monotonia do Amo-te repetitivamente usado e da constante hierarquia de palavras até chegar lá.

21:35

Realidade

Publicada por Jonas Matos |

Há tantas canções no universo vazio.
Há demasiadas asas no vendo distante.
Tantos espíritos que quero pô-los para trás.
Cada um deles pode ser teu, cada palavra pode ser a tua verdade.
Ou a minha mentira.

Esta é minha realidade.
Tu és parte de mim,
Cada palavra que nada mais é o do que um gesto de saudade.
Em qualquer da palavra que eu veja, vejo-te a ti.

09:03

Estado

Publicada por Jonas Matos |

O álcool dá-nos uma perspectiva da realidade. Pode ser ténobra, nublada, mas mais autêntica, ingénua e genuína que possamos ter.
Sinto-me numa imensa necessidade de ficar neste estado.
Eu não sei seguir em frente, afinal nunca deixei nada para trás, pelo menos assim acho.

21:12

Preliminares

Publicada por Jonas Matos |

Estes são os preliminares de um livro ainda sem começo.
Creio que, cada vez mais, sou um ser que não sabe amar, que não se sabe apaixonar. Não me apaixono facilmente.
Senti por ti uma forte empatia que se prolongou por uns dias de forma mútua, mas depressa se desmoronou num súbito desinteresse teu. Há quem não ligue às mensagens, eu ligo; há quem não apegue aos telefonemas, eu apego-me; há mesmo quem pense que um conhecimento numa noite escura de flashes, luzes, droga, álcool e música alta seja apenas isso. Contigo e comigo não foi – pelo menos para mim. De facto senti logo que poderíamos ser alguma coisa – amigos, porque não?
Devido à minha falta de coragem não meti conversa, parece que senti uma inspiração divina – “Se sentir o mesmo que estás a sentir, vai conseguir chegar a ti” – facto é que conseguiste. Depois daquela conversa num jardim, onde crianças brincavam, velhotes passeavam e adolescestes se drogavam, fizeste-me sentir especial dado que é raro fazeres aquilo que fizeste comigo, dizes tu.
Combinámos outro encontro, desta vez uma coisa mais íntima, pensei eu, pensas tu. O problema é que eu levei o encontro num sentido, tu levaste noutro. Além do atraso, de pressa foste-te embora, dizendo apenas que já tínhamos entrado num intimidade que tinha que acabar. Acordei-te uma vez, fui almoçar contigo outra vez e fui ao cinema contigo outra vez – intimo? Não. Amizade? Um começo acelerado talvez.
Parece que esqueceste quando, por uma razão ilógica, me disseste mal de um amigo, que te ouvi, sem ripostar, aconselhando-te até num já de ser mais do que tu és realmente para mim.
Agora sinto falta das tuas mensagens começadas por “Mr. Jones”, perguntando-me mil e uma coisas sobre a minha vida. Sinto falta do bom dia e da boa noite – coisas que me acostumei de tal forma numa semana que hoje dou por mim constantemente olhar para um telemóvel como se fosse a minha única forma de vida.
Sinto-me nos antípodas da vida, coisa rara em mim – triste ou alegre; conflituoso ou social. Tudo isto porque depositei em ti a minha tábua de salvação? Que culpa tenho eu de o teu relacionamento anterior ter sido longo, ter acabado mal, e de tu não superares isso? Eu não tenho culpa. Não tenho culpa de me teres dado aquela esperança mínima de me apaixonar por ti. Porque me a deste?

21:01

Deixar de Existir para viver

Publicada por Jonas Matos |

Não sei se é do calor parvo que vem e volta que sinto aquela necessidade de acordar ao lado de alguém. Alguém que eu sinta que goste de mim, alguém que eu também goste. Tenho essa pequena grande dificuldade de não conseguir ainda no auge dos vinte conseguir exprimir aquilo que sinto.

Afinal, quero fazer mais do que existir, quero viver.

12:30

Sonhos

Publicada por Jonas Matos |

Trocamos os sonhos por qualquer merda.
Porquê?
Temos que ser putas para a concretização de sonhos?
Ou Viveremos apenas das angustias banais de uma vida normal?

20:44

A mensagem

Publicada por Jonas Matos |

Mandei uma mensagem dizendo que sentia vazio. Disseram-me que me sentia assim porque queria – “Afinal sempre tivesses-te alguém a correr atrás de ti”. Perguntei quem era essa pessoa porque nunca me tinha apercebido que nenhuma das pessoas dos relacionamentos se sentia atraída por mim. Respondeu-me dizendo “Sou eu. Ainda gosto de ti, mas fartei-me de correr numa maratona sem fim”. Nunca me apercebi de tal – sou te sincero. Desiludi-te por ter alguém no momento e agora não corres atrás mesmo eu te pedindo que me conquistes. Quem gosta, gosta. Eu não sou puto de conquistar alguém, prefiro que me conquistem, quer forçadamente ou naturalmente.

18:58

Resposta

Publicada por Jonas Matos |

A saudade vem e volta. Afinal, eu tirava-te apenas a solidão, mas não te fazia companhia.
A originalidade morreu a partir do momento em que me disseram que o amor não é mais do que uma disposição psicológica que me impuseram quando ainda nem pensar sabia.
O medo de te cruzares comigo é inútil. Sou aquele ser tão pouco maléfico que sempre fui.
O meu desinteresse natural é só a minha forma apática de não ligar ao comum de todos nós, materializar tudo aquilo que sente e toca.

Sabes onde estou.

19:05

Nota Introdutória - O Novo Livro

Publicada por Jonas Matos |

Afinal, tudo isto não foi mais do que um momento estúpido de uma saudade em que nem tudo foi ponderado. Positivista o quanto basta, lembrei-me só dos escassos bons momentos que passei contigo. Deixei escapar uma série de boas oportunidades de ser feliz pela angústia idiota de ver que tudo poderia repetir. A última, aquela em que senti que realmente gostavam de mim, foi-se pela minha indisponibilidade física e mental. Não te sintas cúmplice desta situação – não és tu a causa disto como eu sei que tanto gostarias de ser – a culpa é minha por não ser bom com as palavras, não ser bom com os meus sentimentos. Peço desculpa a quem me amou e eu, no meu jeito tão atrapalhado de ser, não consegui amar da maneira que queria. Sou assim.

21:48

Capitulo II – O Fim

Publicada por Jonas Matos |


A linha infinita do comboio, o barulho silencioso do fumo do meu cigarro, a cara cinzenta das pessoas que, como eu, esperavam por mais uma viagem quotidiana, levou-me a pensar que tudo o que se viveu foi em vão. Apaguei de mim tudo aquilo que lembrei ter teu de momento. O número de telemóvel, a aninha que carinhosamente lhe chamávamos aliança, o teu cheiro, a tua comodista e interesseira forma de agires que até lhe chamavas vida.
Estou a escrever um novo livro, um livro que começou em branco, sem nada escrito, um livro que não quero terminar, um livro que quero que seja tão atípico quanto eu sou.

21:16

Afinal não há amor como o primeiro

Publicada por Jonas Matos |

Se há muito não pensava em ti, hoje acordei com aquela estranha sensação de que tinhas dormido ao meu lado. Sonhei contigo. Acredita que por muito que tente querer-te odiar, há sempre a parte mágica tua que prevalece em mim. Ando a pensar em ti não é pela saudade dos maus momentos nem pela nostalgia da infidelidade verdadeira na qual nunca quis acreditar (até um dia a ver). Vejo em alguém que hoje se torna chegado, a tua expressão doce, a tua maneira meio atrapalhada e lunática de encarar a vida. Não consigo perceber. Penso que, no fim de quase um ano de fim de namoro, te tinha completamente esquecido; revivo-te outra vez, a cada momento, por um estúpido sonho, por uma estúpida comparação a outra pessoa. Metes-me nojo por ainda estares em mim, arrepias-me por pensar que eu não posso ser mais por causa de ti; pensar que, por a mínima coisa que seja, me possa apaixonar por esse alguém, pensando que és tu. Chorei, e hoje voltei a chorar. Como alguém me disse – “porra mas onde anda a tua dignidade?”
Afinal, não há amor como o primeiro.

20:57

"The dream comes true"

Publicada por Jonas Matos |

Não faz de todo o meu género fazer qualquer tipo de manifesto político em público.
Facto é que de hoje em diante, o mundo não será o mesmo.
Não só pela cor em si, mas sobretudo, pela atitude humilde e tolerante com que Obama se apresentou às americanos e ao mundo.
Esqueceu as câmaras, olhando de cabisbaixo para todos os americanos, cerca de 2 milhões, que ao frio, o queriam ouvir.
Obama foi objectivo, concreto e, em vinte minutos, disse mais (não interesse agora se vai cumprir) do que qualquer político contemporâneo diz numa sessão solene de abertura de uma nova era politica.
Todos estamos presentes numa nova etapa mundial que podemos dizer aos nossos filhos e netos que a vivemos. Num mundo onde o preto há 50 anos ainda era considerado lixo, temos hoje o mesmo preto presidente de uma grande nação. Luther King deve estar onde ele estiver a rir-se – “I’ve a Dream” – Sonho concretizou-se. Afinal, Obama e todos nós que acreditamos na mudança conseguimos – “Yes We Can”.
Mesmo sendo considerado um homem para desiludir, eu enquanto europeu, confio nele; se fosse americano confiaria també.

O sonho tornou-se realidade.

23:24

Louco, sou eu

Publicada por Jonas Matos |

Na nova etapa,
Sofre-se sempre mais um pouco.
Na vida só se destapa,
Todo aquele que é louco.

Louco, sou eu.
.
.
.
Feliz 2009, uma nova estapa

19:18

Música que eu sou

Publicada por Jonas Matos |

Roubei a ideia de um blogeiro que, por vezes, comenta o meu blog.
Creio que o objectivo seja, com o auxílio da música, identificarmos a canção e/ou artista que melhor nos caracteriza.



1. Banda, artista favorito e afins
Nelly Furtado, Gustavo Santaolalla, Clint Manssel, Alicia Keys, Amy Whinehouse, Blasted Mechanism, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Coldplay, Da Weasel, Mika, the Fingertips, The Gift, Rihanna, Pedro Abrunhosa.

2. És homem ou mulher?
“Fácil de Entender” (The Gift)

3. Descreve-te.
"Do I look smarter? Do I look stronger? Does it make you wonder? Well I am" (Nelly Furtado)

4. O que pensam as pessoas de ti?
“So afraid of people might say, but that’s ok cuz we are only human” (Nelly Furtado e Attitude)

5. Como descreves o teu último relacionamento?
“Why do all good things come to an end?” (Nelly Furtado)

6. Descreve o estado actual da tua relação.
“I want to know where you go at night, when you leave my bed…” (Nelly Furtado and Esthero)

7. Onde estarias agora?
“Sunshine” (Blasted Mechanism)

8. O que pensas a respeito do amor?
“No happy ending” Mika

9. Como é a tua vida?
“Tudo o que eu te dou, tu me dás a mim” (Pedro Abrunhosa)

10. O que pedirias se só pudesses ter um desejo?
“That's a picture of my own” (The Fingertips)

11. Escreve uma frase sábia.
“A rosa de hiroxima, estupida, telepática” (Ney Matogrosso)

20:57

és só tu

Publicada por Jonas Matos |

Crescer, em cada momento
Quero-me advir
Sinal de traço de fomento

Conheço cada traço do teu rosto
Sinto-me capaz de conquistar e produzir
Dizem-me que não sou são
Que sou tosco.

Abandona-me num canto sóbrio
Num ponto que não sou eu
Num instante que és só tu

21:18

Distância

Publicada por Jonas Matos |

Li algures num coração distante de mim que eu já não gostava dele. É a distancia que nos prende a esse sentimento idiota que nos fez parar, por muito que o tempo vivido tenha sido bonito.

21:26

Assim sou

Publicada por Jonas Matos |

Não venho com garantia. Não tenho qualquer tipo de pretensão em ser “perfeito”. Sou o que quem quiser pode ver. Sou um ser capaz de errar – errar faz parte da nossa natureza. Sei viver. Sei sorrir. Sei aprender. Prendo-me ao tempo em todos os momentos, nas horas acordadas ou nas horas de sonho. Tenho um longo percurso a fazer Abdiquei do devaneio de descobrir a leveza sonhada de Gente que cada um tenta ser. Renunciei a busca do imutável, a cor irreal, a beleza apática. Gozo a melodia das palavras incertas, que não são as que pretendo escutar. Sou um sonhador distante da certeza. Sorrisos. Abraços. Choros. Assim sou. Não há ninguém no Mundo igual a mim – isto garanto eu. Tenho sentimentos - procura-os, desvenda-os, abre-os, olha-os, sente-os; Cuida bem deles. Eles são tudo o que eu sou e tenho, apenas eu. É desta forma que sou.

21:23

“Não sei exactamente o que quero, mas sei o que não quero”

Publicada por Jonas Matos |

Ouvi uma frase – “Não sei exactamente o que quero, mas sei o que não quero”.
Senti que a frase fosse minha. Não é. Se fosse verdadeiramente minha, tudo seria diferente.

20:52

Escuridão

Publicada por Jonas Matos |

Caminhando na noite, escondido na escuridão, não consigo parar-me. Acredito que um dia te vou encontrar, aqui, ali, num qualquer lugar. Perdido estou na escuridão, com vontade de me fazer regressar. Sem ti sinto-me perdido, num vazio adormecido.

18:33

"Juntos viveremos para sempre"

Publicada por Jonas Matos |

“Juntos viveremos para sempre” – Foi assim que numa noite me sussurraste ao ouvido. Senti verdadeiramente que eu era vivido. Fizeste-me chorar. Sentir que dois corpos distintos podem ser um só.
Não sou de me enamorar, não sou de me apaixonar, senti só que eu era especial como tu me eras especial.
Nunca soube o que se passava com os meus sentimentos, viva nas margens daquele rio de água salgada das nossas lágrimas, onde naufragavam os nossos sonhos. Não sei o que se passa com estes meus, teus, nossos sentimentos.
Caminhámos demasiado depressa, pela areia molhada dos desencontros.
“Juntos viveremos para sempre?”

21:55

Já se faz tarde

Publicada por Jonas Matos |

Regressamos à verdade.
São as ruínas dos dois.
Já se faz tarde.
Tudo me faz chorar.
A verdade afinal magoa.
Deixamo-nos cair.
Relembro do fogo do qual não tínhamos nada para dizer.
Já se faz tarde.
Podemos sentir tanto.
Serão estas as nossas últimas palavras.
Deixa-me cair só a mim.
Espera só um momento pelo nosso último tempo.

21:09

Foder

Publicada por Jonas Matos |

Foi já há muito tempo que te vi partir.
Morreste.
Não te sinto mais. Não me fazes falta.
O teu cheiro só o sinto quando sinto aquela vontade louca de foder. Não de fazer amor.

20:37

"Apartamento" - Monólogo.

Publicada por Jonas Matos |

"É habito ver-se um T0 habitado por um homem sozinho. A vizinhança estranha, a família reage a medo. Ou é infértil ou é paneleiro."
[...]
"Eu lamento-me por aquilo que não me deixaram ser. Eu lamento-me pela oportunidade frustrada que me fingiram dar."
[...]
"Deus existe? Não sei. Mas ele que me bata a porta um dia que tenho umas coisas para falar com Ele. Quero-lhe perguntar porque não posso eu foder com preservativo! Não é uma prova de amor?"




Este é um cheirinho do monólogo "Apartamento".

20:33

Novo tipo de Texto

Publicada por Jonas Matos |

Faz tempo que não coloco qualquer tipo de mensagem neste espaço.

Estou neste momento a escrever um monólogo que, se tudo correr conforme o planeado, será a minha futura peça de teatro.

Colocarei alguns excertos dos meus escritos.

Espero que gostem.

19:34

O banho

Publicada por Jonas Matos |

Gostei daquele banho intenso que tivemos. Por momentos pensei que o teu suor era o meu. Que o teu corpo era simplesmente o meu. Talvez seja o calor quente da água que me fez sentir assim.
Gosto quando me abraças, quando dizes que me amas.

20:50

À Claúdia - Gosto de ti!

Publicada por Jonas Matos |

Talvez tenha sido o sorriso,
Talvez o brilho do teu olhar,
Talvez a sombra do teu corpo
Ou a briza leve do teu passar.

Para ser sincero, não sei.

Há quem diga que o amor é tudo.
Para mim não é nada!
Eu venero a amizade, gente bonita, como tu.

Assim, simplesmente, Gosto de Ti.

Dedicado à Claúdia!

19:07

Desilusão

Publicada por Jonas Matos |

Foste a desilusão
Fica comigo, dizia eu
Mil vezes te pedi um perdão
Tenho pena de não ser essa “gente nova”
Desejei apenas que fosses a minha paixão
...

19:21

Publicada por Jonas Matos |

Sinto-me só.
És o segredo que tenho guardado em mim.
Como eu sou o cheiro que tu tens entranhado em ti.
Simples, assim…!

22:15

Un Destino, Un Final

Publicada por Jonas Matos |

Esta es mi realidad
Todo es incierto
Solo sé que es creer
Nieguen sabe la verdad
Pero yo quiero tenerla


Un destino, un final
Esto es solamente que te puedo dar
Un destino, un final
Solamente tú me haces intentar


Píntame como ves
Píntame claro, si no lo comprendes
El mar no es azul – ¿Quién importa?
¿Dónde está la red para atrapar?
Estas son las interrogaciones que me hacen caminar


Un destino, un final
Esto es solamente que te puedo dar
Un destino, un final
Solamente tú me haces intentar


Y yo tengo la natura en mí
Y yo tengo la felicidad en ti
Soy simplemente como soy
Nada soy más
Te quiero nada más y más
Un destino, un final
Esto es solamente que te puedo dar
Un destino, un final
Solamente tú me haces intentar

22:53

Por não te ter!

Publicada por Jonas Matos |

Foi ontem que me apaixonei por ti.
Foi tarde, eu sei.
Anteontem, eras tu que estavas "amante" por mim. Em ti a paixão desfez-se; em mim, tarde, a paixão tornou-se Amor.
Hoje sofro por ti, por não te ter, por sentir que sou segundo plano e não o primeiro como outros.
Amanha não sei o que ser – talvez nada seja!

20:45

Saudade

Publicada por Jonas Matos |

Ontem senti saudades tuas. É estanho, sim é estranho. Apetecia-me voltar atrás e tentar começar tudo de novo contigo. Sei que seria difícil. Eu não sou para ti, nem tu para mim. Mas queria ser teu! Sentir novamente aquela mão suada em mim e o calor ardente do teu sorriso.

23:38

Adoro-te...

Publicada por Jonas Matos |

O nosso conhecer não foi bem conhecer. Foi um encontro de mentes que destinadas ou não se envolveram num caminho idêntico, que em nada teve a ver com os anteriormente percorridos. Guiados por uma luz natural, que não sabemos donde veio (nem interessa), tornamo-nos aquilo que somos. Para uns podemos não ser nada, para outros podemos ser apenas uns idiotas, ainda para aqueles que não conhecem o que é o azul do céu e do mar ou o verde das árvores e da esperança somos só nós. Somos só nós, é verdade, mas somos tudo em nós. Somos Amigos, muito Amigos...
Adoro-te muito!

15:17

Momento

Publicada por Jonas Matos |

No trepidar de um momento
Não me vejo a beijar-te sem amor
Fico apenas pensando em acarinhar-te
Não há tempo para mais ninguém.

Preciso que me agarres mais ao momento
Preciso que ensines o que é o sentimento
Do momento
Sinto-me, por vezes, isolado

Não quero, nem serei rei do teu corpo
Mas o teu simples amor me satisfaz

Planeio, imagino, reflicto
Só tu sabes e mais ninguém

Preciso de suar ao teu lado
Não preciso de encontrar um novo alguém
Em mim
Mas tu consegues tudo
De mim

Este sentimento por ti
Faz me sentir que tu respiras dentro de mim

20:45

O que eu não te consegui dizer

Publicada por Jonas Matos |

Finalmente vi os teus olhos. Nunca pensei que fossem tão brilhantes e bonitos. Nem mesmo pensei que tu fosses tão agradável.
Sei que o que sinto não é o mesmo do que tu sentes. Tu, para mim, serás sempre quem me guiou e quem me fez descobrir o que sou. Eu, para ti, sou mais um menino. Não faz mal, eu gosto muito de ti, à mesma.
Podes me vir até a magoar; eu preferia que fosse amar – ou és tu ou não é mais ninguém - como tu, mais ninguém.
Sinto-me bem contigo, sinto-me seguro contigo. Gosto da forma como me seguras a mão ou como me afagas o corpo.

Enfim, estou mesmo apaixonado por ti.

16:20

O que eu sinto... por ti...

Publicada por Jonas Matos |

É difícil de explicar o que sinto por ti. Na verdade, sei que sinto muito e tudo quando sinto a tua presença. Por contrário, sinto uma ausência e um desespero quando nada sei sobre ti. Não sei se isto é bom, ou mau. Sei que tudo isto me tem feito sentir bem, me tem feito crescer, me tem feito sonhar. Tu és quem eu sempre sonhei, é uma certeza, mas não sei se eu sou aquele que tu gostarias de ter. Às vezes penso que tudo isto é obra do acaso, outras vezes, a maioria, penso que fomos feitos um para outro, autenticas almas gemias. Sei o que sinto por ti é puro e extremo.

22:19

Onde o sonho está!

Publicada por Jonas Matos |

Hoje fui à terra que nunca lá estive
Mas acreditava que lá já tinha estado

Só a sensação de acreditar que já lá tinha estado me fazia… feliz.

Acreditar no que não aconteceu é bom
Mau é quando caímos na realidade!

19:52

Tu que passas por ai!

Publicada por Jonas Matos |

Olá! Sim tu que passas por essa rua vivida!
Mostras-me o caminho?
Mostras-me quem sou?

Já te amo só por aqueles momentos,
Pelas aquelas conversas que, parecendo inúteis, são, para mim, um todo.

Haverá algo mais belo do que este sentimento só por te olhar?

00:56

Desconhecido Professor

Publicada por Jonas Matos |

Não sei nada.
Nada mesmo.
Mas tu, tu, tu sabes. Ensinas-me, mostras-me o caminho sem me obrigares a nada.
Nada é aquilo que não sei – e tudo é aquilo que tu sabes.

Por isso esse nada é a universalidade.

Se calhar esse beijo prometido é apenas o início da “coisa boa,” que eu não conheço, mas que tu concebes.

Serás tu que me irás guiar, serás o meu Deus, a minha Deusa – Não sei, nem Deus sabe; Tu sabes bem o que queres de mim

21:53

O que eu nunca te escrevi...

Publicada por Jonas Matos |

Posso ser confuso e incerto, instável e devorador, mas gosto de ti. Não é por ser quem sou que deixo de gostar de quem tu és. Eu sei que te magoou, sei que te faço sofrer, mas é para não te amargar mais ainda que temo os gestos e as palavras que tomo. A vida é uma incerteza, uma incógnita. Talvez eu e tu, um dia, seremos um só. Talvez o meu corpo com o teu tenham um só transpirar, um só fio de suor. Que o respirar se sita ao mesmo tempos que o toque, intenso, nos faça gritar e , no final, dizer um… Adoro-te!

14:01

Tu... (pt.II)

Publicada por Jonas Matos |

Com o mar por trás
Agarrado a ti, a desfrutar
Tu estás e não estás
Ou regressas e vais

Apenas sonho com a tua felicidade
Não me importando com a verdade

Só quero poder amar-te
Mas tu só vês o que eu não te consigo dar.

23:38

Instante

Publicada por Jonas Matos |

No tears, no cries


Se a vida te fascina,
Se a vida te faz sentido
Agarra-te...
Prende-te nem que seja por um instante.

09:54

O vazio....

Publicada por Jonas Matos |

Nunca me perguntei quem sou.
Não me interessa!
Para quê saber?

O mar é belo e bravo sem saber o que é
Ou quem é!

Eu sei ser tudo e nada nem saber também quem sou.

Se sou o que o sou
Ajo assim porque sou assim

Se não sou nada
Sou um inútil.

A aragem, o vento, sim, são livres.
Voam, andam, percorrem, recuam, avançam,
São mais do que livres, são independentes.

Porque nasci eu Homem?

22:45

Isso, isto também é arte

Publicada por Jonas Matos |







São os passos de cada dia que nos fazem fortes ou fracos. É esta busca pelo o que é bom ou mau que nos faz ruins e benignos ao mesmo tempo. È esta vontade de me fazer de outros e de pessoas que não sou, de gente que nunca serei, e de bestas que jamais fui, que me mantém vivo, alegre, triste, forte, humilde, arrogante.

O palco de todos os palcos é a vida, é nela que, por razões simples ou complexas, representamos de forma diferente para cada uma das personagens que se interlaçam connosco.

Tudo o que sei e que aprendi é maravilhoso.