16:01

A Pintura

Publicada por Jonas Matos |

Pintar-te numa parede com uma cor que só eu possa ver – era o meu sonho.
Apaga de mim todos aqueles quadros minimalistas, sombrios e abstractos que, um dia, alguém se lembrou de pintar sobre mim.
Esbatia tudo na tua pele que um dia julguei ser nosso. Afinal, todas as minhas preocupações são entre o meu, o teu e o nosso.
Quer ver num quadro pequeno, que chega, uma amálgama encantada de cores, sorrisos, ternura, pele nua, teu pé descalço a brincar na areia e, no final, um beijo acesso retratado como um pormenor.
Depois, no meio do firmamento ou do Atlântico, as nossas mãos e só as nossas mãos a brincar conforme o vento nos leva. Assim, não poderemos dizer que nos estamos a tocar propositadamente
Tudo isto me levaria o medo, a saudade que magoa, que estrangula.
Pintem-me numa nova tela, uma tela branca e vazia.

22:13

Tornou-me mais forte

Publicada por Jonas Matos |

EU, hoje, já sei.
Não há mágoa, nem descontentamento, que o tempo não cicatrize.
Se eu amo, admito-o, e não admito que ninguém me censure.
A existência não acaba, eu estou impetuoso.
Não estava escrito, está tudo falado.
Se perguntarem por mim, todos aqueles que hipocritamente me desejam tudo de bom, digo-lhes – “está tudo bem, o que é passado, é passado, agora tenho um novo presente”, afinal, a culpa ou não foi de ninguém ou então foi sempre minha.

Quando me virem na rua, sorriam e continuem.

Tornou-me mais forte

17:02

A Mente e O Corpo

Publicada por Jonas Matos |

Uma vez conquistada a mente, a forma do corpo deixa de ter qualquer importância.

21:43

SEXO, AMOR, PRAZER, EXERCICIO, PODER

Publicada por Jonas Matos |

O sexo é mais do que prazer, é poder.
Deixemo-nos de aspectos que mais nada são do que moralistas. SEXO de facto é bom, quer lhe chamemos AMOR, PRAZER, EXERCÍCIO. Eu chamo-lhe PODER.

O obsessivo não esquece, simplesmente alimenta a sua dor de não ter quando quer.

As minhas suspeitas tornam-se certezas, o grande mal do mundo são os humanos.

Poupem-me à psicologia de pacotilha.

22:29

O Sorriso

Publicada por Jonas Matos |

Creio que foi o sorriso,
0 sorriso foi quem abriu a
porta.
Era um sorriso com
muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa,
ficar
nu dentro daquele
sorriso.
Correr, navegar, morrer
naquele sorriso.

Eugénio de Andrade in Variações sobre um supro (1979)

20:39

seco-te o corpo molhado e aconchego-te de mansinho

Publicada por Jonas Matos |

Lembro-me tão bem dos primeiros dias em que, ingenuamente, passámos juntos.
Não sabíamos de todo o que viria aí. Se mais uma relação precária de meia dúzia de dias, se de facto algo mais serio e fascinante.
Deste logo senti uma empatia parva por ti. Talvez pela luminosidade dos teus olhos, talvez pela luz crescente o teu sorriso aberto para mim e para o mundo. Não sei, talvez hoje, nem mesmo amanhã, queira saber. Sei que gosto de ti, sei que gosto de nós.
Mais de 30 dias já passámos juntos, vivendo aquilo que talvez eu nunca tenha vivido com mais ninguém - não é isto pela minha falta de experiencia ou pela minha humildade hipócrita que nos habituaram a ser é por este meu jeito estúpido de ser

Agora, só me apetece dizer – seco-te o corpo molhado e aconchego-te de mansinho.

22:08

Perdoar-me

Publicada por Jonas Matos |

Nunca fui, talvez um dia serei, uma pessoa dada ao carinho e ao mimo constante. De facto, não sou dado a constâncias, nem a rotinas parvas de uma vida comum a tantas outras. Por vezes, é verdade, sou forçado a ser um normalizado.
Não penses que é por este mesmo estado de reverência é porque simplesmente gosto de ser assim. Não sou desta maneira “fria” simplesmente para ser diferente, sou assim, porque o sou, e é desta maneira que me faz ser único e especial para ti.
Perdoa-me pela minha ausência terna e pela minha capacidade ilusória racional que tento transmitir não só aos comuns, mas também aos íntimos. Talvez não seja só a ti que me deva resignar.

Publicada por Jonas Matos |

Não será utópico dizer que, de verdade, somos novos, mas andamos a viver como graúdos. Não é de todo mau, bem antes pelo contrário.
Pode ser pelo inicio da paixão, pode ser pelo começo de um novo rejuvenescimento, até pode ser por nada e por ser tudo.
A nós juntou-se já o Bambu bar, o Manga Rosa, e todos os outros momentos inesquecíveis que, sempre vivemos.
Vamo-nos ainda ser mais.

22:08

“Tomtom”

Publicada por Jonas Matos |

“Tomtom” levou-me a ti.
Afinal, não és só tu que fazes surpresas, se bem que as tuas são bem mais rebuscadas.
Não me contentei com a perseguição frustrada ao teu autocarro, e dos excessos de velocidade na Vasco da Gama para depois ainda te fazer esperar, cortando assim um pouco do efeito surpresa, em Sete Rios. Às 11h30 estava à porta de tua casa. “Make me glow” eram as palavras melódicas que se ouviam sair da tua janela de casa. Afinal, hoje como sempre, fizeste-me

09:56

5 e 6 de Abril

Publicada por Jonas Matos |

Não acreditei naquele telefonema meio atrapalhado entre a falta de rede e a incredulidade com que ouvia as tuas palavras.
Nunca pensei que viesses ter comigo.
Ponte de Sôr, Galveias são mais dois locais onde nos soubemos viver.
Assim só porque te quero ser mais.

23:02

03/04/2009

Publicada por Jonas Matos |

Não basta ser conquistado, tem-se também que conquistar, demorei o meu tempo a entender. Contigo aprendi.
Não me interessa o nosso passado, interessa-me o presente, com uma perspectiva de futuro.
Almoços, Jantares, Lanches, Pequenos-almoços, Belém, Chaido, Baixa, Carcavelos, Parede, Cascais, Tires, Cacilhas, Almada, Marisol, Fonte da Telha, CnC, Armazéns do Chaido, Adamastor, Starbucks, Mc Donalds, Chacazul, Boa Onda, C.P., Transtejo, Carris, Peugeot 306, Bairro Alto, Purex, Friends, M.L., Chocolate, Britney, Nelly, Poker face, Do it (magic colours), Loose, Evanescence, Mama Mia, Sic Mulher, dormir agarrados, …
Quero tudo isto. Muitas mais vezes e com outras coisas.
Se em tão pouco tempo já fizemos tanto, o que será daqui para a frente?
Porque te gosto, porque te adoro, porque te quero ser mais…

22:38

27/03/2009

Publicada por Jonas Matos |

Talvez tenha sido o dia que nos últimos dias me senti mais próximo de alguém.
Senti aquela boa necessidade de estar próximo de ti, de absorver o teu cheiro e tudo aquilo que está inerente ao espírito do teu corpo. Gostei de sentir a tua pele macia que carrega tudo aquilo que és e que um dia, para breve, também quero ser.
Sinto-me petiz nesta paixão já um pouco mais do que imaterial.
Adoro que me beijes sem me aperceber, ou que me fales ao ouvido, baixinho, prometendo-me tudo aquilo que eu quero ouvir.
Sinto-me feliz em saber que tenho ainda em mim o teu cheiro, sinto-me feliz por saber que já tenho um bocadinho de mim em ti.

22:08

Ser teu

Publicada por Jonas Matos |

Não saberia dizer-te ao certo se alguma vez iria mudar de opinião tão depressa em relação um assunto que me é caro.
Hoje, quero amar-te. Amar-te incansavelmente e saber que, no final de um dia de calor e de sol ou de chuva e frio, eu serei teu. Acredito que, no teu próprio mundo, pensas que me gostas e que eu te gosto.
Sinto necessidade de pensar que não sou mais uma das tuas peripécias ou da libertinagem carnal.
Quero ser só teu.
Quero sentir que o meu toque em ti não é um repouso noutro qualquer sítio.
Quero sentir um beijo teu com o teu espírito.
Quero cercar-me dos teus chochos e enleios, sem sofrer a relutância de ficar.
Quero ver-te perto de mim.
Quero aproximar a cabeça do teu peito e sentir o teu cheiro, quase desconhecido.
Saudades dos teus olhos e do suspiro que sussurra.

22:19

Eu era puto

Publicada por Jonas Matos |

Sinto falta dos momentos em que pensava que as incertezas eram certezas absolutas.
Sofro pela mágica dos chochos que significavam juras fieis de um amor autêntico e intenso.
Quero aqueles “chi-corações” que me enchiam de um lufada só, pois tinha a firmeza de uma mão quente quando me limpavam a lágrima cálida e salgada que me corria pela cara.
Eu era um puto.
Pareço que me consumi em mim próprio. Soltei as feras e, parvo, fiquei estupefacto a olhar para elas deixando-me que me comessem.
Se há dias nos beijávamos loucamente cientes de que algo iríamos construir, como se fossemos putos – tínhamos as cachinadas, os saltos, os guinchos, a consonância – agora estamos asfixiados na questão dúbia de quem realmente somos.
Perdemos os últimos parágrafos do nosso conto de fadas, entramos no mundo encantado das mentiras certas, no qual o Pinóquio passou a ser o juiz.
Quero-te de volta, não para mim, para ti mesmo.

20:09

Destruidor de Sonhos

Publicada por Jonas Matos |

Sou um destruidor de sonhos.
Podem-me chamar horrendo, não me importo.
Sinto falta de uma noite de sexo, de amor, ou de prazer, chamem-lhe o que quiserem, não passa de uma mistura de fome e de sede que quero saciar.
Fartei dos beijos carinhosos e dos abraços que me sufocavam. Quero outra coisa.
Sinto falta que me agarrem na porta de um carro, onde me faço de ingénuo, e não percebo o que está acontecer. Simplesmente quero corromper os teus olhos de tanto prazer carnal e levitar de tanto desejo.
Quero que as minhas mãos suadas escorreguem no teu corpo húmido onde já não sabemos qual é a transpiração de cada um, afinal, é nossa.
Quero comer e ser comido por dentro e por fora.
Estou farto da monotonia do Amo-te repetitivamente usado e da constante hierarquia de palavras até chegar lá.

21:35

Realidade

Publicada por Jonas Matos |

Há tantas canções no universo vazio.
Há demasiadas asas no vendo distante.
Tantos espíritos que quero pô-los para trás.
Cada um deles pode ser teu, cada palavra pode ser a tua verdade.
Ou a minha mentira.

Esta é minha realidade.
Tu és parte de mim,
Cada palavra que nada mais é o do que um gesto de saudade.
Em qualquer da palavra que eu veja, vejo-te a ti.

09:03

Estado

Publicada por Jonas Matos |

O álcool dá-nos uma perspectiva da realidade. Pode ser ténobra, nublada, mas mais autêntica, ingénua e genuína que possamos ter.
Sinto-me numa imensa necessidade de ficar neste estado.
Eu não sei seguir em frente, afinal nunca deixei nada para trás, pelo menos assim acho.

21:12

Preliminares

Publicada por Jonas Matos |

Estes são os preliminares de um livro ainda sem começo.
Creio que, cada vez mais, sou um ser que não sabe amar, que não se sabe apaixonar. Não me apaixono facilmente.
Senti por ti uma forte empatia que se prolongou por uns dias de forma mútua, mas depressa se desmoronou num súbito desinteresse teu. Há quem não ligue às mensagens, eu ligo; há quem não apegue aos telefonemas, eu apego-me; há mesmo quem pense que um conhecimento numa noite escura de flashes, luzes, droga, álcool e música alta seja apenas isso. Contigo e comigo não foi – pelo menos para mim. De facto senti logo que poderíamos ser alguma coisa – amigos, porque não?
Devido à minha falta de coragem não meti conversa, parece que senti uma inspiração divina – “Se sentir o mesmo que estás a sentir, vai conseguir chegar a ti” – facto é que conseguiste. Depois daquela conversa num jardim, onde crianças brincavam, velhotes passeavam e adolescestes se drogavam, fizeste-me sentir especial dado que é raro fazeres aquilo que fizeste comigo, dizes tu.
Combinámos outro encontro, desta vez uma coisa mais íntima, pensei eu, pensas tu. O problema é que eu levei o encontro num sentido, tu levaste noutro. Além do atraso, de pressa foste-te embora, dizendo apenas que já tínhamos entrado num intimidade que tinha que acabar. Acordei-te uma vez, fui almoçar contigo outra vez e fui ao cinema contigo outra vez – intimo? Não. Amizade? Um começo acelerado talvez.
Parece que esqueceste quando, por uma razão ilógica, me disseste mal de um amigo, que te ouvi, sem ripostar, aconselhando-te até num já de ser mais do que tu és realmente para mim.
Agora sinto falta das tuas mensagens começadas por “Mr. Jones”, perguntando-me mil e uma coisas sobre a minha vida. Sinto falta do bom dia e da boa noite – coisas que me acostumei de tal forma numa semana que hoje dou por mim constantemente olhar para um telemóvel como se fosse a minha única forma de vida.
Sinto-me nos antípodas da vida, coisa rara em mim – triste ou alegre; conflituoso ou social. Tudo isto porque depositei em ti a minha tábua de salvação? Que culpa tenho eu de o teu relacionamento anterior ter sido longo, ter acabado mal, e de tu não superares isso? Eu não tenho culpa. Não tenho culpa de me teres dado aquela esperança mínima de me apaixonar por ti. Porque me a deste?

21:01

Deixar de Existir para viver

Publicada por Jonas Matos |

Não sei se é do calor parvo que vem e volta que sinto aquela necessidade de acordar ao lado de alguém. Alguém que eu sinta que goste de mim, alguém que eu também goste. Tenho essa pequena grande dificuldade de não conseguir ainda no auge dos vinte conseguir exprimir aquilo que sinto.

Afinal, quero fazer mais do que existir, quero viver.

12:30

Sonhos

Publicada por Jonas Matos |

Trocamos os sonhos por qualquer merda.
Porquê?
Temos que ser putas para a concretização de sonhos?
Ou Viveremos apenas das angustias banais de uma vida normal?