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Capitulo II – O Fim

Publicada por Jonas Matos |


A linha infinita do comboio, o barulho silencioso do fumo do meu cigarro, a cara cinzenta das pessoas que, como eu, esperavam por mais uma viagem quotidiana, levou-me a pensar que tudo o que se viveu foi em vão. Apaguei de mim tudo aquilo que lembrei ter teu de momento. O número de telemóvel, a aninha que carinhosamente lhe chamávamos aliança, o teu cheiro, a tua comodista e interesseira forma de agires que até lhe chamavas vida.
Estou a escrever um novo livro, um livro que começou em branco, sem nada escrito, um livro que não quero terminar, um livro que quero que seja tão atípico quanto eu sou.

4 comentários:

Catarina disse...

Não estás com uma sensação de leveza incrivel?!

Quando conseguimos banir da nossa vida aquilo que nos faz mal, todo um sol imenso parece brilhar sobre nós...

Que o novo livro que estás a escrever, tenha uma história feliz!

:D

Adão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adão disse...

É difícil apagar muita coisa da nossa vida... parece que desligar é penoso... e não conseguimos viver para além disso. Mas quando finalmente damos a volta... quando finalmente enchemos o peito de ar e respiramos fundo... verificamos o tempo que perdemos a pensar em coisas e em pessoas, que não mereciam nem metade dessas considerações. Como dizia o outro num qualquer filme americano: "o fim das relações são como o IRS. Arquivam-se durante 5 anos... e depois são destruídas".

Peter_Pan disse...

nem tudo o que pensamos acabado e termiando realmente o está... mas, o que realmente interessa é que te sintas bem e que se já ultrupassas-te tudo ao que chamas livro, está na altura de o pores na parteleira para, quem sabe um dia mais tarde o releres e e reflectires em tudo o que passas-te/fizes-te nessa altura e perceberes o quanto evoluis-te (ou evoluiram) como seres...