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Echar de menos

Publicada por Jonas Matos |

Extraño ese momento cuando corríamos a la orilla del mar.
Fue lindo.
Aquellos tiempos cuando nos escapábamos de nuestras casa para caminar por las noches y meternos en las casas abandonadas para pasarla juntos: tus besos, tu forma de acariciar y tu labios y mis ocurrencias y así nuestra pasión
Te extraño mucho.
Te echo de menos.
Como quisiera desaparecer y convertirme en un alma para poder cuidarte por siempre hasta que nos unamos en la eternidad.
Te quiero mi amor, pero no estás aquí.

6 comentários:

Luís Gonçalves Ferreira disse...

Muito muito bonito e intenso. Esse fogo todo não se perde nem tão-pouco a vontade de amar. Os protagonistas é que vão e vêm, em si mesmo, em somas.

Abraço

Fábio Paulos disse...

muito fixe ;D tens de escrever mais en español, abrazo

Desilusionista disse...

Wow!

Ahora ya hasta en español! Eres un auténtico crack!

Por cierto, felices fiestas!

Destiny disse...

escrever é em Português sim?! Misso you*

Gisa disse...

Palavras que entram na alma.
Gostei e sigo-te
Um beijo

Mar disse...

Identifico-me com este teu "escrito"...gostei de ler... ;)

(Atrevo-me a deixar mais um poema de Neruda,que me parece que encaixa na tua forma de sentir e escrever...não sei se conheces este... peço desculpa pela intromissão...;))


"Sí tu me olvidas..."

"Quiero que sepas
una cosa.

Tú sabes cómo es esto:
si miro
la luna de cristal, la rama roja
del lento otoño en mi ventana,
si toco
junto al fuego
la impalpable ceniza
o el arrugado cuerpo de la leña,
todo me lleva a ti,
como si todo lo que existe,
aromas, luz, metales,
fueran pequeños barcos que navegan
hacia las islas tuyas que me aguardan.

Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejaré de quererte poco a poco.

Si de pronto
me olvidas
no me busques,
que ya te habré olvidado.

Si consideras largo y loco
el viento de banderas
que pasa por mi vida
y te decides
a dejarme a la orilla
del corazón en que tengo raíces,
piensa
que en ese día,
a esa hora
levantaré los brazos
y saldrán mis raíces
a buscar otra tierra.

Pero
si cada día,
cada hora
sientes que a mí estás destinada
con dulzura implacable.
Si cada día sube
una flor a tus labios a buscarme,
ay amor mío, ay mía,
en mí todo ese fuego se repite,
en mí nada se apaga ni se olvida,
mi amor se nutre de tu amor, amada,
y mientras vivas estará en tus brazos
sin salir de los míos."

Pablo Neruda




(Tradução):

Quero que saibas
uma coisa.

Tu sabes como é isto:
se olho
a lua de cristal, a folhagem vermelha
do lento outono na minha janela,
se toco
junto ao fogo
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva a ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam
para as ilhas tuas que me aguardam.


Agora bem,
se pouco a pouco deixas de querer-me
deixarei de querer-te pouco a pouco.


Se de repente
me esqueces
não me procures,
que eu já te terei esquecido.


Se consideras excessivo e louco
o vento de bandeiras (*)
que passa por minha vida
e decides
deixar-me à margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
erguerei os braços
e sairão as minhas raízes
a procurar outra terra.


Mas
se cada dia,
cada hora
sentes que a mim estás destinada
com doçura implacável.
Se cada dia sobe
uma flor a teus lábios a buscar-me,
ai amor meu, ai minha,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
meu amor alimenta-se do teu amor, amada,
e enquanto vivas estará em teus braços
sem sair dos meus.


(*) "Viento de banderas" - metáfora usada por Neruda significando um acontecimento que passa mas que deixa marcas.