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Resposta

Publicada por Jonas Matos |

A saudade vem e volta. Afinal, eu tirava-te apenas a solidão, mas não te fazia companhia.
A originalidade morreu a partir do momento em que me disseram que o amor não é mais do que uma disposição psicológica que me impuseram quando ainda nem pensar sabia.
O medo de te cruzares comigo é inútil. Sou aquele ser tão pouco maléfico que sempre fui.
O meu desinteresse natural é só a minha forma apática de não ligar ao comum de todos nós, materializar tudo aquilo que sente e toca.

Sabes onde estou.

2 comentários:

Catarina disse...

Sabes, li algures pelo livro "Não se escolhe quem se ama"(Joana Miranda) que "Mais vale não sermos de todo amados a sê-lo pouco e ou mal..."

Não sei até que ponto isso possa ser verdade, afinal "love is a cliché", mas serve para perceber o quanto mal fazemos a nós próprios quando teimamos em presseguir com um sentimento que nos destroi.

Talvez sejas um ser maléfico só para ti próprio, ou então não....


Beijinho

Adão disse...

Por vezes o melhor era mesmo não saber onde estamos. Ou onde estão. Porque a solidão é madrasta e leva-nos a magoar outros e a magoar-nos a nós próprios, muitas vezes sem necessidade. A verdade, é que ser honesto custa… dá trabalho e cria medos infundados de abandono. Temos receio de ser vítimas de vinganças perpétuas ou de elaborá-las nos nossos pensamentos, deixando-nos reféns de alguém que não merece. Amar custa. Mas só sabemos viver assim.