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Cartas (poema de Catarina Santos)

Publicada por Jonas Matos |

Não quebro promessas meu amor,
o como é isto,
o que tomo no peito
e te entrego nas mãos:

A solidão da minha cama está igual,
é tudo demasiado banal
para a minha mente retorcida.

Foste-te embora
sem deixar nenhuma ferida
nos meus pés,
que aquecias quando te chamava
para me fazeres companhia.

Tens memória das histórias
que me contaste quando cheguei?
Quando me mostraste a cidade
e me abriste ao que sou.

Sabes que te dou tudo,
mesmo quando me iludo
com paixões passageiras...
Não se comparam às tuas canções,
que ainda oiço de vez em quando
nos dias em que a tua voz
ecoa nos meus ouvidos...
quando há alaridos
que só tu podes compreender.

Sinto falta de beber
as tuas palavras inocentes,
que de uma forma egoísta
quero que ainda sejam
tão incoerentes como as minhas.

Sonho connosco em lusco fusco
e fujo quando molho o papel
e esborrato as letras,
tão difusas como nós.

Tu sabes João,
que o meu coração é teu...
E vai ser para sempre,
mesmo quando estejas doente
por outro alguém que não eu.

Há amores assim...
E se chegar um fim,
temos sempre as nossas cartas,
escritas ou não,
mas sempre de amor.

Porque não há maior virtude
do que a inquietude do ser.

(Este poema não é de minha autoria. A autora é uma pessoa que quero muito. Gracias mi amor. Eres un sin fin de te quiero)

1 comentários:

Cat disse...

Mesmo passados quase 2 meses sem te ver, continuo apaixonada por ti. Obrigada por seres assim